um_texto_multi_mundos – dias_felizes

Hoje o nosso post semanal segue com mais um texto de Samuel Beckett, dessa vez a obra é “Dias Felizes” – “Happy Days”. O texto e suas multi imágens.

“Dias Felizes” é um monólogo em dois atos, protagonizada por uma mulher em uma situação insólita, ela está semi enterrada na terra.

No primeiro ato, Winnie está enterrada em terra até a cintura, é ignorada pelo marido dorminhoco. Winnie tem uma mala com vários artigos, como um pente, uma escova dos dentes e um revólver que abana com carinho. O ruído desagradável de um relógio irá marcar as horas de sono e as horas de acordar. Winnie mostra-se feliz com a sua vida. “Ah, bem, seja como for, é o que sempre digo, foi um dia feliz apesar de tudo, outro dia feliz.”

O seu marido Willie está perto, também num buraco. Winnie está imóvel, mas Willie, ocasionalmente, levanta-se e chega mesmo a ler o jornal junto à esposa (mas sem enfrentar o plateia)

No segundo acto, Winnie apresenta-se enterrada até ao pescoço. Continua a falar mas não chega à sua mala, somente pode alcançar o revolver. No fim da peça, Willie rasteja até junto da esposa que olha para ele com carinho, enquanto canta uma canção que se refere a uma caixinha de música que examinara no primeiro acto. Willie estava livres dês de o principio da peça.

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Para quem não viu o primeiro post da sequência –

um_texto_multi_mundos – atos_sem_palavras

Como fazer uma cortina simples (Segunda Parte)

Ganhei de aniversário um livro maravilho para quem trabalha com decoração, eventos, cenografia e afins, pois ele trata de diversos assuntos do dia a dia, e que podem encontrar aplicabilidade nessa área. O livro “Veja como se faz – 500 instruções para a vida, do cotidiano ao exótico” editora Sextante de Derek Fagerstrom, Lauren Smith e The Show me Team é um divertido guia de ações e resoluções de pequenos problemas. Segue a baixo imagens que achei que deveria sem anexadas ao post antigo das cortinas (clique para aumenta-las). Olhem como eles explicam bem o assunto de forma básica e direta graficamente.

PS:. Esse post não é jabá. E tenho dito

Quando a arte faz o filme

Muitas vezes, vamos ao cinema ou alugamos um filme já esperando uma estética ou uso da câmera como extensão do olhar do diretor. Como uma identidade visual de cada filme ou característica de um diretor em especial. Nesse tipo de filme, se tirarmos sua estética, perdemos sua alma. Logo abaixo 10 imagens, umas mais óbvias e outras nem tanto, será que vocês conseguem descobrir a primeira olhadela (sem parar pra pensar)?

Créditos do post para Mauro Simões, de uma idéia maravilhosa de seu album do orkut.

Como fazer uma cortina simples

Já faz alguns dias que não posto, então hoje vou me aprofundar em algo bem útil.

Sempre chegamos naquele momento na organização de evento, que devemos criar pequenas cortinas para as portas, para que separemos ambientes, ou para que a luz de um outro local não interfira na projeção ou apresentação da sala.

Também quando precisamos de um fundo para um palco, mesa de bolo, ou local importante, e queremos tapar algum espelho ou objeto, ou item da construção que queremos esconder.

Hoje vou explicar passo a passo como fazer e pendurar uma cortina simples.

-Primeiro começamos com a compra do tecido, isso vai depender do efeito que você vai querer, se for para esconder a luz, uma lona de algodão ou um veludo, para uma decoração, um voil ou cetim. Mas o melhor tecido para um acortinado é sempre o que tiver maior largura, pois assim economizaremos com a quantidade a ser comprada, e dependendo do tecido ou local a ser instalado não vamos precisar costurar diversas tirar para conseguirmos a largura desejada, deixando um acabamento muito mais limpo, mas na maioria das vezes precisamos costurar. Nas lojas especializadas podemos encontrar lonas com até 3,20 metros, mas essas são bem grossa e nem sempre são as melhores.

Vou criar uma situação básica para entendermos isso e assim poderei seguir os próximos passos do processo.

Vamos supor que eu queira cobrir um espelho de 5 metros de largura e 3 metros de altura com um algodão cru, para uma projeção. Lembrando que a largura do algodão é 1,8 metros, e que teremos que ter um espaço de sobra para a costura, e também teremos que ter comprimento maior para a bainha superior e da barra; então gastaremos 3 tiras de 3,5 metros de comprimento, ficando com 25 centímetros para cada lado, para fazermos a bainha; e teremos sobre de 7 centímetros para cada lado da largura (Veja o desenho)
Para pendurarmos a cortina devemos ter ou um suporte para cortina já instalado, ou um trilho. Mas vamos supor que nesse caso não temo nada para pendura-la, então o que deveremos fazer é fixar um cano simples de ferro ou pvc na parede, criando um suporte substituto.

Caso a parede não possa ser furada, deverá ser construído um trainel, criando assim uma tapadeira (Entrarei nesse assunto em outro post!)
Na parte superior da cortina, faça furos com ilhos, como na imagem ao lado, fazendo com que o tecido não rasgue ou desfie, e que tenha um bom acabamento, e para pendurar, o aconselhável é o uso de cadarços chatos, para amarrar e desamarrar com firmeza e conseguindo rapidez para desmonte; fitas, como na imagem, para algo decorativo, caso não seja um projetor; braçadeiras de plástico, caso seja uma cortina que vá ser presa as pressas ou que ficará um tempo no local.

Se no seu caso, não for uma projeção, a cortina não precisará ter um peso na barra para ela ficar reta.

Mas caso precise, deixe as laterais na bainha da barra abertas, dos dois lados, assim você poderá enfiar um cano de PVC do tamanho da largura total da cortina, deixando ela bem reta.
Espero que essas dicas ajudem.

Caso alguma dúvida ficou, postem comentários, que responderei a todas as dúvidas!

PS: Olha também a segunda parte https://cenoagrafiadacena.wordpress.com/2010/12/21/como-fazer-uma-cortina-simples-segunda-parte/

Preparando um projeto de evento

Hoje, vou dar algumas dicas, que poderão ajudar nos primeiros passos de um projeto que podem ser tanto um ambientação de um espaço, quanto a idealização de uma decoração de uma festa.

1Prazo – O tempo é essencial, pois com ele poderemos saber a demanda de trabalho e o contingente de ajudantes e profissionáis a serem contratados.

2O Evento – Devemos saber qual projeto será, um casamento, uma festa infantil, uma palestra, um noivado…

3Espaço – Antes de começarmos a pensar nas possibilidades, devemos conhecer o espaço, saber a área, o pé direito ( a altura do espaço) se há locais para serem pendurados objetos no teto ou nas paredes, os pontos de luz, por onde os clientes ou convidados entrarão, os locais principais, por exemplo, onde ficará a mesa do bolo, a mesa de frios, ou o palco onde será a palestra.

4Pessoas-Você deve saber quantas pessoas irão ao evento, se o espaço suportará esse contingente, como será organizado o espaço; com mesas ou somente cadeiras, futons no chão, pufes… as possibilidade de organização irão interferir e muito no seu processo criativo.

5Orçamento– Saber antes de tudo quanto você poderá gastar no projeto, e o que o cliente vai querer a ser construído no espaço, e assim você saberá a quantidade de mão de obra. Assim você poderá calcular e passar para o cliente o seu orçamento geral

Com esses 5 primeiros passos básicos, já poderemos começar a criar nosso projeto.

>>> Palcos <<<

Hoje vou explicar um assunto pendente sobre o post anterior; vamos entrar mais aprofundamente na temática do teatro.

O Palco, um mundo que evoluiu e que hoje é reinventado e reciclado em formas múltiplas para assim indicar o foco, direção, estética ou ritmo de cada peça ou apresentação. Vou falar um pouco sobre o palco italiano, o teatro moderno, o que mais encontramos por sua forma básica até certo ponto.

}}Palco Italiano{{

A caixa cênica Italiana, é dividida essencialmente em 3 grandes áreas, o urdume, o palco e o porão.

–>Urdume: Situado na parte superior do palco, é formado pelo gride, que consiste em uma espécie de estrado por onde passam as cordas e cabos que fazem baixar e subir os telões, bambolinas, pernas e cenários.

Sobre estes estrados se apoiam os gornes de cabeça e roladanas que guiam as cordas que servem para equilibrar a horizontalidade das varas e para contrapesa-las com o carro de contrapeso que fica na outra ponta destas cordas.

–>Palco: Este é o lugar onde se leva a cabo a representação e onde se colocam os elementos cênicos. Sua parte frontal está limitada pela boca de cena e pelo procênico.
A Boca de cena, que tem as medidas fixas, pode ser diminuída por meio de uma peça horizontalmente chamada de bambolina mestra e de dois verticalmente chamados de bastidores.(No próximo post abordarei somente o palco, pois suas estruturas e roupagens cênicas são inúmeras)

–>Porão:Situado a baixo do solo do palco, este lugar está destinado a colocação de elevadores de carga que tem como missão ajudar nos efeitos especiais de aparecimento e desaparecimento. Estes elevadores, ao princípio muito rudimentares, deram passo a um complexo sistema de trilhos que melhoraram notavelmente a organização e a metragem das mudanças rápidas e precisas da cenografia.

Na atualidade muitos desses sistemas tem sido reimplantados por mecanismos de circuito hidráulico dando lugar a aos chamados cenários flutuantes.

O fosso foi o lugar onde, por muito tempo, se situava o apontador, figura que hoje perdeu seu espaço

)]} Caixa preta e caixa branca {[(

[[[]]] Vou entrar hoje em alguns termos técnicos gerais.
Os cenários, em geral, podem ser englobados dentro de dois grandes parâmetros de estrutura e aplicabilidade; a caixa preta e a branca.

{Caixa preta}

O nome caixa preta vêm do palco italiano do teatro (abordarei os tipos de palco nas próximas postagens), onde o público entra em um espaço de forma frontal para o palco; o palco tradicional italiano se comporta como um gabinete, uma caixa preta, uma tela, tudo o que ocorre depois do pano da boca da cena é uma outra realidade. Daí que vêm a ideia da quarta parede, como se o público fosse capaz de ver através daquela parede do cômodo ou do local em que a cena está acontecendo, nada da realidade interfere diretamente, e a peça fica “ilesa ao público”, e os personagens se comportam como se não houvessem pessoas assistindo as suas vidas e situações.
Não somente o palco italiano que é considerado caixa preta, o palco em formato arena ou elizabetano, ou os outros inúmeros podem ser considerados como formato de caixa preta, o que vai importar é se a regra da quarta parede vai se manter ou se vai ser quebrada.
Com isso, podemos assimilar que o cinema e a televisão também são até certo ponto caixas pretas. Como no caso da telenovela, ou o seriado; mas em outros casos a televisão é na verdade uma caixa branca, e tenta cada vez mais interagir com a audiência.

)Caixa branca(

O cenário no formato caixa branca se transforma ou não, pois o que começou a interferir a  princípio foi a interpretação dos atores, mas com o passar do tempo o cenário vai encontrando suas formas de interagir com público, o uso de de palcos que passem entre a plateia, o cenário que vai até o público, o teatro de rua com cenário sobre carroças, são alguns exemplos de cenários em formato de caixa branca.
A caixa branca fez com que a cenografia se transforma se, não só no entretenimento mas também na moda, na publicidade, no comércio, em eventos.
Vitrines de lojas, decorações de festas, cenografia de desfile de moda, o Carnaval e os programas de plateia na TV são alguns tipos de cenografia de caixa branca.
Hoje a cenografia de caixa branca chega ao ponto em que o espectador, consumidor ou cliente não sabe onde começa a arquitetura real e o cenário, as coisas se confundem, e essa interação com o público, de onde vêm a ideia da caixa branca é alcançada na sua totalidade.

[[[ Ilustrações – Jean-Léon Gérôme ]]]