Plantas pra que te quero

Depois de muitos meses sem postar nada por aqui, vim com um grande post de volta. Venho aqui postar 7 plantas de teatro do Rio de Janeiro.1- Teatro Armando Gonzaga / 2-Teatro Artur Azevedo / 3-Teatro Glaucio Gil / 4-Teatro João Caetano / 5-Teatro Laura Alvin / 6-Teatro Mario Lago / 7-Teatro Vila Lobos . Vou postar na ordem:

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Teatro naturalista e teatro de estados de alma

Por Vsevolod Meyerhold

In “Écrits sur le Théâtre”, Tome I, La Cité – L’Age d’Homme, tradução de Beatrice Picon-Vallin, Lausanne, pág. 95-104.Tradução de Roberto Mallet.

” O Teatro de Arte de Moscou tem duas faces, sendo ao mesmo tempo um teatro naturalista[1] e um teatro de estados de alma. O naturalismo do Teatro de Arte é um naturalismo que vem dos Meininger. Seu princípio fundamental é a reprodução exata da natureza.

Tanto quanto possível, tudo em cena deve ser verdadeiro: tetos, sancas, molduras, papéis de parede, portas com cortinados, respiros, etc…”

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Maurice Maeterlinck e a ressurreição do ator

Por Lara Biasoli Moler

In: Sala Preta: Revista do Depto de Artes Cênicas – ECA/USP. São Paulo, 2002. nº2 p.72-77.

“Algo de Hamlet morreu no dia em que o vimos morrer no palco. O espectro de um ator roubou-lhe o trono e não podemos mais afastar o usurpador de nossos sonhos! Abram as portas, abram o livro, o príncipe anterior não volta mais. Sua sombra por vezes ainda passa pela soleira, mas ele não ousa avançar, não pode mais entrar e quase todas as vozes que o aclamavam dentro de nós estão mortas. [1]

Um dia, Maurice Maeterlinck era, nas palavras de Guy Michaud, o único que tinha algo a dizer ao teatro simbolista; mais tarde, estava morto antes mesmo de morrer aos 87 anos, tal o esquecimento em que se perdera com o passar dos anos, como nos conta Otto Maria Carpeaux…”

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El modelo de Constantin Stanislavski: el actor como artista.

por Raúl Kreig

El camino hacia la verdad – La preocupación fundamental de Stanislavski fue la de luchar contra un estilo de actuación grandilocuente, basado en el cliché, el estereotipo repetitivo y vacío de emociones que imperaba en su época. Reaccionó contra el divismo y se opuso a la actuación narcisística dirigida hacia el espectador sólo en busca de aplausos. Rescató al actor como artista. Propuso un modelo de actor honesto consigo mismo y con su arte, un actor que trabaje sobre la verdad, ya que para el maestro ruso no existe arte sin verdad. Elevó al actor a la categoría de creador…

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>>> Palcos <<<

Hoje vou explicar um assunto pendente sobre o post anterior; vamos entrar mais aprofundamente na temática do teatro.

O Palco, um mundo que evoluiu e que hoje é reinventado e reciclado em formas múltiplas para assim indicar o foco, direção, estética ou ritmo de cada peça ou apresentação. Vou falar um pouco sobre o palco italiano, o teatro moderno, o que mais encontramos por sua forma básica até certo ponto.

}}Palco Italiano{{

A caixa cênica Italiana, é dividida essencialmente em 3 grandes áreas, o urdume, o palco e o porão.

–>Urdume: Situado na parte superior do palco, é formado pelo gride, que consiste em uma espécie de estrado por onde passam as cordas e cabos que fazem baixar e subir os telões, bambolinas, pernas e cenários.

Sobre estes estrados se apoiam os gornes de cabeça e roladanas que guiam as cordas que servem para equilibrar a horizontalidade das varas e para contrapesa-las com o carro de contrapeso que fica na outra ponta destas cordas.

–>Palco: Este é o lugar onde se leva a cabo a representação e onde se colocam os elementos cênicos. Sua parte frontal está limitada pela boca de cena e pelo procênico.
A Boca de cena, que tem as medidas fixas, pode ser diminuída por meio de uma peça horizontalmente chamada de bambolina mestra e de dois verticalmente chamados de bastidores.(No próximo post abordarei somente o palco, pois suas estruturas e roupagens cênicas são inúmeras)

–>Porão:Situado a baixo do solo do palco, este lugar está destinado a colocação de elevadores de carga que tem como missão ajudar nos efeitos especiais de aparecimento e desaparecimento. Estes elevadores, ao princípio muito rudimentares, deram passo a um complexo sistema de trilhos que melhoraram notavelmente a organização e a metragem das mudanças rápidas e precisas da cenografia.

Na atualidade muitos desses sistemas tem sido reimplantados por mecanismos de circuito hidráulico dando lugar a aos chamados cenários flutuantes.

O fosso foi o lugar onde, por muito tempo, se situava o apontador, figura que hoje perdeu seu espaço

)]} Caixa preta e caixa branca {[(

[[[]]] Vou entrar hoje em alguns termos técnicos gerais.
Os cenários, em geral, podem ser englobados dentro de dois grandes parâmetros de estrutura e aplicabilidade; a caixa preta e a branca.

{Caixa preta}

O nome caixa preta vêm do palco italiano do teatro (abordarei os tipos de palco nas próximas postagens), onde o público entra em um espaço de forma frontal para o palco; o palco tradicional italiano se comporta como um gabinete, uma caixa preta, uma tela, tudo o que ocorre depois do pano da boca da cena é uma outra realidade. Daí que vêm a ideia da quarta parede, como se o público fosse capaz de ver através daquela parede do cômodo ou do local em que a cena está acontecendo, nada da realidade interfere diretamente, e a peça fica “ilesa ao público”, e os personagens se comportam como se não houvessem pessoas assistindo as suas vidas e situações.
Não somente o palco italiano que é considerado caixa preta, o palco em formato arena ou elizabetano, ou os outros inúmeros podem ser considerados como formato de caixa preta, o que vai importar é se a regra da quarta parede vai se manter ou se vai ser quebrada.
Com isso, podemos assimilar que o cinema e a televisão também são até certo ponto caixas pretas. Como no caso da telenovela, ou o seriado; mas em outros casos a televisão é na verdade uma caixa branca, e tenta cada vez mais interagir com a audiência.

)Caixa branca(

O cenário no formato caixa branca se transforma ou não, pois o que começou a interferir a  princípio foi a interpretação dos atores, mas com o passar do tempo o cenário vai encontrando suas formas de interagir com público, o uso de de palcos que passem entre a plateia, o cenário que vai até o público, o teatro de rua com cenário sobre carroças, são alguns exemplos de cenários em formato de caixa branca.
A caixa branca fez com que a cenografia se transforma se, não só no entretenimento mas também na moda, na publicidade, no comércio, em eventos.
Vitrines de lojas, decorações de festas, cenografia de desfile de moda, o Carnaval e os programas de plateia na TV são alguns tipos de cenografia de caixa branca.
Hoje a cenografia de caixa branca chega ao ponto em que o espectador, consumidor ou cliente não sabe onde começa a arquitetura real e o cenário, as coisas se confundem, e essa interação com o público, de onde vêm a ideia da caixa branca é alcançada na sua totalidade.

[[[ Ilustrações – Jean-Léon Gérôme ]]]