Teatro naturalista e teatro de estados de alma

Por Vsevolod Meyerhold

In “Écrits sur le Théâtre”, Tome I, La Cité – L’Age d’Homme, tradução de Beatrice Picon-Vallin, Lausanne, pág. 95-104.Tradução de Roberto Mallet.

” O Teatro de Arte de Moscou tem duas faces, sendo ao mesmo tempo um teatro naturalista[1] e um teatro de estados de alma. O naturalismo do Teatro de Arte é um naturalismo que vem dos Meininger. Seu princípio fundamental é a reprodução exata da natureza.

Tanto quanto possível, tudo em cena deve ser verdadeiro: tetos, sancas, molduras, papéis de parede, portas com cortinados, respiros, etc…”

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Maurice Maeterlinck e a ressurreição do ator

Por Lara Biasoli Moler

In: Sala Preta: Revista do Depto de Artes Cênicas – ECA/USP. São Paulo, 2002. nº2 p.72-77.

“Algo de Hamlet morreu no dia em que o vimos morrer no palco. O espectro de um ator roubou-lhe o trono e não podemos mais afastar o usurpador de nossos sonhos! Abram as portas, abram o livro, o príncipe anterior não volta mais. Sua sombra por vezes ainda passa pela soleira, mas ele não ousa avançar, não pode mais entrar e quase todas as vozes que o aclamavam dentro de nós estão mortas. [1]

Um dia, Maurice Maeterlinck era, nas palavras de Guy Michaud, o único que tinha algo a dizer ao teatro simbolista; mais tarde, estava morto antes mesmo de morrer aos 87 anos, tal o esquecimento em que se perdera com o passar dos anos, como nos conta Otto Maria Carpeaux…”

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El modelo de Constantin Stanislavski: el actor como artista.

por Raúl Kreig

El camino hacia la verdad – La preocupación fundamental de Stanislavski fue la de luchar contra un estilo de actuación grandilocuente, basado en el cliché, el estereotipo repetitivo y vacío de emociones que imperaba en su época. Reaccionó contra el divismo y se opuso a la actuación narcisística dirigida hacia el espectador sólo en busca de aplausos. Rescató al actor como artista. Propuso un modelo de actor honesto consigo mismo y con su arte, un actor que trabaje sobre la verdad, ya que para el maestro ruso no existe arte sin verdad. Elevó al actor a la categoría de creador…

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Direção cênica e princípios estéticos na companhia dos Meininger

Pablo Iglesis Simón

Tradução de Fátima Saadi

Folhetim n.º 25, jan-jul 2007, p 6-31.

“Muita coisa já foi dita a respeito da companhia dos Meininger, mas há divergências a respeito de inúmeras dessas informações. Por exemplo, alguns estudiosos atribuem à companhia, liderada pelo Duque Georg II de Saxe-Meiningen, a invenção de diversos procedimentos cênicos; outros consideram o Duque simplesmente o primeiro diretor teatral de todos os tempos e, os mais cautelosos, vêem nele o primeiro encenador contemporâneo. Além disso, para alguns analistas, a responsabilidade pelo trabalho de direção coube essencialmente a Georg II, para outros, coube a Ludwig Chronegk, intendant e régisseur da companhia entre 1871 e 1891….”

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Quando a arte faz o filme

Muitas vezes, vamos ao cinema ou alugamos um filme já esperando uma estética ou uso da câmera como extensão do olhar do diretor. Como uma identidade visual de cada filme ou característica de um diretor em especial. Nesse tipo de filme, se tirarmos sua estética, perdemos sua alma. Logo abaixo 10 imagens, umas mais óbvias e outras nem tanto, será que vocês conseguem descobrir a primeira olhadela (sem parar pra pensar)?

Créditos do post para Mauro Simões, de uma idéia maravilhosa de seu album do orkut.