Como fazer uma cortina simples (Segunda Parte)

Ganhei de aniversário um livro maravilho para quem trabalha com decoração, eventos, cenografia e afins, pois ele trata de diversos assuntos do dia a dia, e que podem encontrar aplicabilidade nessa área. O livro “Veja como se faz – 500 instruções para a vida, do cotidiano ao exótico” editora Sextante de Derek Fagerstrom, Lauren Smith e The Show me Team é um divertido guia de ações e resoluções de pequenos problemas. Segue a baixo imagens que achei que deveria sem anexadas ao post antigo das cortinas (clique para aumenta-las). Olhem como eles explicam bem o assunto de forma básica e direta graficamente.

PS:. Esse post não é jabá. E tenho dito

Decoração de Ambientes Institucionais: Copa do Mundo

Na madrugada do dia 11 de Junho, participei como assistente no processo de montagem da decoração temática nos escritórios do canal a cabo Sport TV da Globosat – Escritórios de produção, criação e edição.

O projeto foi assinado e coordenado pela cenógrafa Natalia Lana, que contou com o auxílio de seis assistentes para concluir o projeto no prazo exigido pelo cliente.

Iniciativas de endomarketing que envolvem a decoração de ambientes institucionais são cada vez mais comuns em pequenas e médias empresas, principalmente em épocas de grandes festas e eventos como a Copa do Mundo.

Meus projetos e assistências no blog –> http://viniciuslugon.wordpress.com/

Vidro 3 – Falso vitral

Um vidro comum (de azeitona, maionese, azeite, palmito…) pode ficar bem bonito para criarmos itens decorativos.
Trata-se de um trabalho de reciclagem de vidros.

Material necessário:
– Vidro com tampa
– Tinta verniz vitral de várias cores (ou Aquavritral)
– Pasta relevo preta (ou Volume Cetim preto) para o falso acabamento em fero que une os pedaços de vidro.
– Pincéis chatos números 6, 8 e 10
– Solvente para limpar os pincéis

Modo de fazer:
Com a pasta relevo, comece a fazer os traçados: pode ser quadrado, retangular, o desenho que for de agrado.
A tinta relevo preta demora 2 h para secar. Depois disso, você começa a pintar os quadrados com as tintas coloridas.
Jéfferson dá uma dica importante: passe sempre de cima para baixo. Caso ele dê uma escorregadinha, passe o dedinho e limpe.
Você vai preenchendo os quadrados e, cada vez que mudar de cor, não se esqueça de limpar o pincel com o solvente.
Após aguardar a secagem da tinta e da pasta relevo por 4 h, a peça está pronta.

Fonte: Artesão Jefferson Gabriel

Vídeo: www.criatividadesemlimites.com.br

Vidro 2 – Corte por luz solar

Encontrei esses dias um vídeo impressionante, uma pessoa cortando uma garrafa usando a luz solar.

Essa técnica eu não testei, mas é bem provável que seja verdadeira, e não tão complicada. A  lente e o horário da luz solar que são as variantes, deve ser em horário de sol de meio dia e a lente deve ser bem grossa.

Como fazer uma cortina simples

Já faz alguns dias que não posto, então hoje vou me aprofundar em algo bem útil.

Sempre chegamos naquele momento na organização de evento, que devemos criar pequenas cortinas para as portas, para que separemos ambientes, ou para que a luz de um outro local não interfira na projeção ou apresentação da sala.

Também quando precisamos de um fundo para um palco, mesa de bolo, ou local importante, e queremos tapar algum espelho ou objeto, ou item da construção que queremos esconder.

Hoje vou explicar passo a passo como fazer e pendurar uma cortina simples.

-Primeiro começamos com a compra do tecido, isso vai depender do efeito que você vai querer, se for para esconder a luz, uma lona de algodão ou um veludo, para uma decoração, um voil ou cetim. Mas o melhor tecido para um acortinado é sempre o que tiver maior largura, pois assim economizaremos com a quantidade a ser comprada, e dependendo do tecido ou local a ser instalado não vamos precisar costurar diversas tirar para conseguirmos a largura desejada, deixando um acabamento muito mais limpo, mas na maioria das vezes precisamos costurar. Nas lojas especializadas podemos encontrar lonas com até 3,20 metros, mas essas são bem grossa e nem sempre são as melhores.

Vou criar uma situação básica para entendermos isso e assim poderei seguir os próximos passos do processo.

Vamos supor que eu queira cobrir um espelho de 5 metros de largura e 3 metros de altura com um algodão cru, para uma projeção. Lembrando que a largura do algodão é 1,8 metros, e que teremos que ter um espaço de sobra para a costura, e também teremos que ter comprimento maior para a bainha superior e da barra; então gastaremos 3 tiras de 3,5 metros de comprimento, ficando com 25 centímetros para cada lado, para fazermos a bainha; e teremos sobre de 7 centímetros para cada lado da largura (Veja o desenho)
Para pendurarmos a cortina devemos ter ou um suporte para cortina já instalado, ou um trilho. Mas vamos supor que nesse caso não temo nada para pendura-la, então o que deveremos fazer é fixar um cano simples de ferro ou pvc na parede, criando um suporte substituto.

Caso a parede não possa ser furada, deverá ser construído um trainel, criando assim uma tapadeira (Entrarei nesse assunto em outro post!)
Na parte superior da cortina, faça furos com ilhos, como na imagem ao lado, fazendo com que o tecido não rasgue ou desfie, e que tenha um bom acabamento, e para pendurar, o aconselhável é o uso de cadarços chatos, para amarrar e desamarrar com firmeza e conseguindo rapidez para desmonte; fitas, como na imagem, para algo decorativo, caso não seja um projetor; braçadeiras de plástico, caso seja uma cortina que vá ser presa as pressas ou que ficará um tempo no local.

Se no seu caso, não for uma projeção, a cortina não precisará ter um peso na barra para ela ficar reta.

Mas caso precise, deixe as laterais na bainha da barra abertas, dos dois lados, assim você poderá enfiar um cano de PVC do tamanho da largura total da cortina, deixando ela bem reta.
Espero que essas dicas ajudem.

Caso alguma dúvida ficou, postem comentários, que responderei a todas as dúvidas!

PS: Olha também a segunda parte https://cenoagrafiadacena.wordpress.com/2010/12/21/como-fazer-uma-cortina-simples-segunda-parte/

O Movimento Rococó

Voltarei hoje com mais um movimento. Para fecharmos essa semana

Rococó

O termo rococó forma da palavra francesa rocaille, que significa “concha”, associado a certas fórmulas decorativas e ornamentais como, por exemplo, a técnica de incrustação de conchas e pedaços de vidro, usados na decoração de grutas artificiais. Foi muitas vezes alvo de apreciações estéticas pejorativas.

O rococó é um movimento artístico europeu, que aparece primeiramente na França, entre o barroco e o romantismo. Visto por muitos como a variação “profana” do barroco, surge a partir do momento em que o Barroco se liberta da temática religiosa e começa a incidir-se na arquitetura de palácios civis, por exemplo. Literalmente, o rococó é o barroco levado ao exagero.

A expressão “época das Luzes” é, talvez, a que mais freqüentemente se associa ao século XVIII. Século de paz relativa na Europa, marcado pela Revolução Americana em 1776 e pela Revolução Francesa em 1789. No âmbito da história das formas e expressões artísticas, o Século das Luzes começou ainda sob o signo do Barroco. Quando terminou, a gramática estilística do Neoclassicismo dominava a criação dos artistas. Entre ambos, existiu o Rococó. Na ourivesaria, no mobiliário, na pintura ou na decoração dos interiores dos hotéis parisienses da aristocracia, encontram-se os elementos que caracterizam o Rococó: as linhas curvas, delicadas e fluídas, as cores suaves, o caráter lúdico e mundano dos retratos e das festas galantes, em que os pintores representaram os costumes e as atitudes de uma sociedade em busca da felicidade, da alegria de viver, dos prazeres sensuais.

O Rococó é também conhecido como o “estilo da luz” devido aos seus edifícios com amplas aberturas e sua relação com o século XVIII.

<Quadro> Jean Honoré FragonardO Balanço

O Movimento Barroco

Vou começar a postar aos poucos sobre alguns movimentos artísticos que podem inspirar na criação .

Pesquisar é parte principal, da criação, na ajuda de resolução de problemas e entendimento de algum detalhe ou material que queiramos usar em algum projeto.

Vou começar pelo estilo Barroco, o qual mais me identifico.

Barroco

O barroco foi um período estilístico e filosófico da História da sociedade ocidental, ocorrido desde meados do século XVI até ao século XVIII. Foi inspirado no fervor religioso e na passionalidade da Contra reforma. Didaticamente falando, o Período barroco, vai de 1580 a 1756.

O termo “barroco” advém da palavra portuguesa homônima que significa “pérola imperfeita”, ou por extensão jóia falsa. A palavra foi rapidamente introduzida nas línguas francesa e italiana.

Embora tenha o Barroco assumido diversas características ao longo da história, o surgimento está intimamente ligado à Contra-Reforma. A arte barroca procura comover intensamente o espectador. Nesse sentido, a Igreja converte-se numa espécie de espaço cênico, num teatro sacro onde são encenados os dramas.

O Barroco é o estilo da Reforma católica também denominada de Contra-Reforma. Arquitetura, escultura, pintura, todas as belas artes, serviam de expressão ao Barroco nos territórios onde ele floresceu: a Espanha, a França, a Itália, Portugal, os países católicos do centro da Europa e a América Latina.

Contrariamente à arte do Renascimento, que pregava o predomínio da razão sobre os sentimentos, no Barroco há uma exaltação dos sentimentos, a religiosidade é expressa de forma dramática, intensa, procurando envolver emocionalmente as pessoas.

Além da temática religiosa, os temas mitológicos e a pintura que exaltava o direito divino dos reis (teoria defendida pela Igreja e pelo Estado Nacional Absolutista que se consolidava) também eram freqüentes.

De certa maneira, assistimos a uma retomada do espírito religioso e místico da Idade Média, num ressurgimento da visão teocêntrica do mundo. E não é por acaso que a arte barroca nasce em Roma, a capital do catolicismo

Contudo, não há como colocar o Barroco simplesmente como uma retomada do fervor cristão. A grande diferença do período medieval é que agora o ser humano, depois do Renascimento, tem consciência de si e vê que também tem valor – com exemplos em estudos de anatomia e avanços científicos o ser humano deixa de colocar tudo nas mãos de Deus.

O Barroco caracteriza-se, portanto, num período de dualidades; num eterno jogo de poderes entre divino e humano, no qual não há mais certezas. A dúvida é que rege a arte deste período. E nas emoções o artista vê uma ponte entre os dois mundos, assim, tenta desvendá-las nas representações.

<Quadro> Peter Paul RubensAlegoria sobre as bênçãos da paz