)]} Caixa preta e caixa branca {[(

[[[]]] Vou entrar hoje em alguns termos técnicos gerais.
Os cenários, em geral, podem ser englobados dentro de dois grandes parâmetros de estrutura e aplicabilidade; a caixa preta e a branca.

{Caixa preta}

O nome caixa preta vêm do palco italiano do teatro (abordarei os tipos de palco nas próximas postagens), onde o público entra em um espaço de forma frontal para o palco; o palco tradicional italiano se comporta como um gabinete, uma caixa preta, uma tela, tudo o que ocorre depois do pano da boca da cena é uma outra realidade. Daí que vêm a ideia da quarta parede, como se o público fosse capaz de ver através daquela parede do cômodo ou do local em que a cena está acontecendo, nada da realidade interfere diretamente, e a peça fica “ilesa ao público”, e os personagens se comportam como se não houvessem pessoas assistindo as suas vidas e situações.
Não somente o palco italiano que é considerado caixa preta, o palco em formato arena ou elizabetano, ou os outros inúmeros podem ser considerados como formato de caixa preta, o que vai importar é se a regra da quarta parede vai se manter ou se vai ser quebrada.
Com isso, podemos assimilar que o cinema e a televisão também são até certo ponto caixas pretas. Como no caso da telenovela, ou o seriado; mas em outros casos a televisão é na verdade uma caixa branca, e tenta cada vez mais interagir com a audiência.

)Caixa branca(

O cenário no formato caixa branca se transforma ou não, pois o que começou a interferir a  princípio foi a interpretação dos atores, mas com o passar do tempo o cenário vai encontrando suas formas de interagir com público, o uso de de palcos que passem entre a plateia, o cenário que vai até o público, o teatro de rua com cenário sobre carroças, são alguns exemplos de cenários em formato de caixa branca.
A caixa branca fez com que a cenografia se transforma se, não só no entretenimento mas também na moda, na publicidade, no comércio, em eventos.
Vitrines de lojas, decorações de festas, cenografia de desfile de moda, o Carnaval e os programas de plateia na TV são alguns tipos de cenografia de caixa branca.
Hoje a cenografia de caixa branca chega ao ponto em que o espectador, consumidor ou cliente não sabe onde começa a arquitetura real e o cenário, as coisas se confundem, e essa interação com o público, de onde vêm a ideia da caixa branca é alcançada na sua totalidade.

[[[ Ilustrações – Jean-Léon Gérôme ]]]

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