um_texto_multi_mundos – dias_felizes

•janeiro 17, 2012 • Deixe um comentário

Hoje o nosso post semanal segue com mais um texto de Samuel Beckett, dessa vez a obra é “Dias Felizes” – “Happy Days”. O texto e suas multi imágens.

“Dias Felizes” é um monólogo em dois atos, protagonizada por uma mulher em uma situação insólita, ela está semi enterrada na terra.

No primeiro ato, Winnie está enterrada em terra até a cintura, é ignorada pelo marido dorminhoco. Winnie tem uma mala com vários artigos, como um pente, uma escova dos dentes e um revólver que abana com carinho. O ruído desagradável de um relógio irá marcar as horas de sono e as horas de acordar. Winnie mostra-se feliz com a sua vida. ”Ah, bem, seja como for, é o que sempre digo, foi um dia feliz apesar de tudo, outro dia feliz.”

O seu marido Willie está perto, também num buraco. Winnie está imóvel, mas Willie, ocasionalmente, levanta-se e chega mesmo a ler o jornal junto à esposa (mas sem enfrentar o plateia)

No segundo acto, Winnie apresenta-se enterrada até ao pescoço. Continua a falar mas não chega à sua mala, somente pode alcançar o revolver. No fim da peça, Willie rasteja até junto da esposa que olha para ele com carinho, enquanto canta uma canção que se refere a uma caixinha de música que examinara no primeiro acto. Willie estava livres dês de o principio da peça.

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Para quem não viu o primeiro post da sequência -

um_texto_multi_mundos – atos_sem_palavras

um_texto_multi_mundos – atos_sem_palavras

•janeiro 13, 2012 • 1 Comentário

Hoje vou começar um projeto semanal. Vou partir de um texto teatral, e com ele postar uma série de montagens diferentes do mesmo texto. Apresentando assim a imagética de cada equipe (diretor, cenógrafo, diretor de arte…) sobre um texto.

O texto de hoje é – Atos Sem Palavras de Samuel  Becket – Segue o link para leitura

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O “Mega” no Espaço pós-dramático

•janeiro 13, 2012 • Deixe um comentário

Escrevi esse texto após entrar em contato com a construção do espaço dramático no começo do século 20, e a volta do uso do formato clássico de entremetimento repaginado também na mesma época.

—->O “Mega” no Espaço pós-dramático<—-

O espaço pós-dramático não é o espaço para uma atividade cênica somente, que é separado e usado como símbolo para a representação, ele é o espaço em si, um espaço metonímio, a ser “ocupado”, ele é o espaço a ser usado como parte e continuação do espaço real. Temos visto muitas companhias de dança e de circo usando do espaço centrífugo, ou de grandes proporções como base para esse teatro pós-dramático. Proveniente dos grandes shows e eventos em estádios ou grandes grupos como o Théâtre Du Soleil no século 18, o “teatro total”.

A magnitude e quantidade de performances no mesmo espaço fazem do espectador, o editor das cenas, ele vê e “edita” a ordem e qual cena será vista. Esse conceito pós-dramático se aplica muito bem a esse espaço “anti-dramático” por se tratar de um espaço “dispersivo”.

As companhias Deborah Colker e Intrépida Trupe são dois grupos brasileiros que usam desse mega espaço pós dramático, usando dos movimentos corporais e a cenografia para tomar e ocupar para si, conforme o desenrolar do atos. O corpo vira ferramenta de ocupação, como um cenário a ocupar o espaço. E o cenário vira suporte para o corpo e anexo dele, para dilatar as acrobacias e performances. O uso de multi-ritmos e movimentos alternantes no mesmo instante reforçam esse estado “editor” do espectador, que faz a sua escolha visual para montagem da sua cena.

Essa estrutura cênica perde para o espaço mini ou centrípeto quando falamos do expressionismo cênico, o movimento dos músculos, o suor, e a expressão facial bem presente e de fácil captação do espectador. Esse tipo de complemente, ajudaria nessa multi-leitura da montagem. O ator, dançarino, acrobata mais próximo ao público em um espaço mais apertado. Poderíamos cair em um espaço de performance, e perdemos o plano geral que o espaço mega nos permite. Perdemos assim o conceito do espectador/editor, e também a visão completa do ato, com todo o seu movimento e conjunto cênico.

Mas como tais companhias prezam pelo grande plano, e o conjunto, esse espaço mini acaba perdendo a sua força. Mesmo ele com seu caráter humano e carnal, acaba criando um espaço limitado e limitante para o espectador. O espaço está ali, ele não é mais uma barreira para o corpo, ele é aquele pequeno plano ou nicho. O desbravar desse mega espaço é resultado e processo para um espaço pós-dramático. Um espaço reafirmadamente metonímio.

Este formato de espaço, está a cada vez mais retomando seu espaço, dês de Svoboda, com seus mega cenários, com o caráter ilusionista, também do Théâtre Du Soleil, que o cenário também é um elemento performático que edição visual, com ritmo próprio. Até hoje em que encontramos no exterior, grandes grupos como o Cirque du Soleil, que trabalha esses mesmo elementos, mixando mídias, como teatro, dança, circo, vídeo arte e musica. Esse “teatro total” pós-moderno que também nos é identificado, com as companhias acima citado, nos vêm com esse caráter espetacular, e de grande massa, grande quantidade de público. Esse outro conceito pós-modernista, que atinge grande quantidade de pessoas ao mesmo tempo, é mais um vetor desse mega espaço.

Com uma grande estrutura técnica e de pessoas, ele é uma colagem de tudo e de todas as mídias contemporâneas, e todas as mídias seguem esse caminho para a intermídia, e as multimídias. Não se pode mais pensar hoje em mídias independentes e isoladas. O mundo contemporâneo reflete e é reflexo desse olhar pós-dramático.

O uso de espaços públicos como site-specific também provém desse conceito do espaço centrifugo, que é observado de diversos pontos por se tratar de um espaço comum para o espectador, mas que acaba criando outras camadas, quando ele é aplicado em uma performance em grande escala por um grupo.

O espaço é barreira e escada, muro e porta. Ele delimita e abraça o corpo, em um grande espaço ele é fronteira e infinitude. E o espectador é a antena que capta nesse espaço infinito. O espaço pós-dramático encontra no mega, abrigo.

Texto: Vinícius Lugon

Os números de 2011

•janeiro 1, 2012 • Deixe um comentário

Os duendes de estatísticas do WordPress.com prepararam um relatório para o ano de 2011 deste blog.

Aqui está um resumo:

A sala de concertos da Ópera de Sydney tem uma capacidade de 2.700 pessoas. Este blog foi visitado cerca de 31.000 vezes em 2011. Se fosse a sala de concertos, eram precisos 11 concertos egostados para sentar essas pessoas todas.

Clique aqui para ver o relatório completo

Cenário Ativo

•junho 2, 2011 • 2 Comentários

No vídeo clip “This Too Shall Pass” a banda OK Go construiu uma Rube Goldberg Machine de vários andares e os sons e ritmos da grande máquina geram a musica e o visual do clip.

Para quem não sabe o que é uma Rube Goldberg Machine, é só lembrar das armadilhas/geringonças do gato Tom para pegar o Jerry ou o Coyote para pegar o Papaleguas.

Primeiras imagens dos cenários de “O Hobbit”

•junho 1, 2011 • Deixe um comentário

A pouco mais de um mês Peter Jackson, o já aclamado diretor da trilogia O Senhor dos anéis, gravou um video blog com imagens exclusivas dos cenários e figurinos do filme do livro homônimo “O Hobbit -ou lá e de volta outra vez” Agora que as gravações começaram, é esperar até 14 de Dezembro do ano que vêm para a primeira parte, e 13 de Dezembro de 2013 para a segunda parte. Fiquem com o video.

Blog da semana – Figurino + Filme

•junho 1, 2011 • 1 Comentário

 

 

 

O Blog já vem falando para que veio “Figurino é vestir a palavra”

 http://figurinomaisfilme.blogspot.com/

 

 

 

Plantas pra que te quero

•junho 1, 2011 • Deixe um comentário

Depois de muitos meses sem postar nada por aqui, vim com um grande post de volta. Venho aqui postar 7 plantas de teatro do Rio de Janeiro.1- Teatro Armando Gonzaga / 2-Teatro Artur Azevedo / 3-Teatro Glaucio Gil / 4-Teatro João Caetano / 5-Teatro Laura Alvin / 6-Teatro Mario Lago / 7-Teatro Vila Lobos . Vou postar na ordem:

Os números de 2010

•janeiro 2, 2011 • 2 Comentários

Os duendes das estatísticas do WordPress.com analisaram o desempenho deste blog em 2010 e apresentam-lhe aqui um resumo de alto nível da saúde do seu blog:

Healthy blog!

O Blog-Health-o-Meter™ indica: Mais fresco do que nunca.

Números apetitosos

Imagem de destaque

Um navio de carga médio pode transportar cerca de 4.500 contentores. Este blog foi visitado 18,000 vezes em 2010. Se cada visita fosse um contentor, o seu blog enchia cerca de 4 navios.

 

Em 2010, escreveu 27 novos artigos, nada mau para o primeiro ano! Fez upload de 65 imagens, ocupando um total de 11mb. Isso equivale a cerca de 1 imagens por semana.

The busiest day of the year was 18 de novembro with 127 views. The most popular post that day was Como fazer uma cortina simples.

De onde vieram?

Os sites que mais tráfego lhe enviaram em 2010 foram search.conduit.com, google.com.br, twitter.com, pt-br.wordpress.com e lugonlugosi.wordpress.com

Alguns visitantes vieram dos motores de busca, sobretudo por como fazer uma cortina, nichos, como fazer cortinas, como fazer cortina e como fazer nichos

Atracções em 2010

Estes são os artigos e páginas mais visitados em 2010.

1

Como fazer uma cortina simples janeiro, 2010
2 comentários

2

Decoração chinesa e japonesa – parte2 – Como fazer Nichos janeiro, 2010
3 comentários

3

Dando uma de decorador de festa infantil janeiro, 2010

4

Planta do Theatro Municipal abril, 2010
4 comentários

5

>>> Palcos <<< janeiro, 2010

Como fazer uma cortina simples (Segunda Parte)

•dezembro 21, 2010 • 1 Comentário

Ganhei de aniversário um livro maravilho para quem trabalha com decoração, eventos, cenografia e afins, pois ele trata de diversos assuntos do dia a dia, e que podem encontrar aplicabilidade nessa área. O livro “Veja como se faz – 500 instruções para a vida, do cotidiano ao exótico” editora Sextante de Derek Fagerstrom, Lauren Smith e The Show me Team é um divertido guia de ações e resoluções de pequenos problemas. Segue a baixo imagens que achei que deveria sem anexadas ao post antigo das cortinas (clique para aumenta-las). Olhem como eles explicam bem o assunto de forma básica e direta graficamente.

PS:. Esse post não é jabá. E tenho dito

 
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